Em um momento crucial para as discussões sobre sustentabilidade e economia circular, David Carlin, autoridade reconhecida em mudanças climáticas e sustentabilidade, traz uma análise perspicaz sobre o atual estado do ESG no cenário global. Em seu recente artigo publicado no LinkedIn, Carlin aborda uma questão fundamental: “A sustentabilidade está morrendo?”
O contexto não poderia ser mais desafiador: os Estados Unidos novamente se retiraram do Acordo de Paris, importantes instituições financeiras abandonaram alianças de descarbonização, e o planeta registra temperaturas recordes junto a desastres climáticos sem precedentes. No entanto, a resposta que emerge das conversas de Carlin com líderes do setor é surpreendentemente otimista.
Segundo o especialista, a sustentabilidade não está em declínio – está passando por uma transformação significativa. Esta evolução se manifesta em três mudanças fundamentais que estão remodelando a forma como as empresas abordam a sustentabilidade em 2025:
- A transição de compromissos públicos de alto perfil para ações mais discretas e focadas em resultados concretos;
- A integração da sustentabilidade nas funções centrais dos negócios, tornando-a parte do dia a dia das empresas;
- Um foco mais intenso na sustentabilidade como impulsionadora de oportunidades econômicas e valor para os clientes.
Esta análise é particularmente relevante para o setor de embalagens plásticas, que enfrenta o duplo desafio de atender às demandas por sustentabilidade enquanto mantém sua vital importância para a sociedade moderna. A evolução descrita por Carlin sugere um caminho mais pragmático e efetivo, onde as ações sustentáveis se alinham naturalmente com os objetivos de negócio e as necessidades do mercado.
A mudança de abordagem – de declarações grandiosas para ações práticas – pode beneficiar especialmente o setor de embalagens plásticas, permitindo que as empresas foquem em inovações e melhorias reais em seus processos de economia circular, sem a pressão de compromissos públicos que podem ser mal interpretados.
A integração da sustentabilidade nas operações centrais das empresas também representa uma oportunidade para o setor demonstrar como a circularidade do plástico pode ser parte intrínseca dos modelos de negócio, não apenas uma iniciativa isolada de sustentabilidade.
Fonte: David Carlin, LinkedIn, 2025. David Carlin é fundador da D. A. Carlin and Company, consultor de governos e instituições financeiras em clima e sustentabilidade, e colaborador da Forbes.



